BAILE FUNK – DO ENTRETENIMENTO AO CRIME?

Baile Funk – do entretenimento ao crime? Essa é a minha pergunta para você. Muitos falam e condenam o funk como algo não cultural. Este é um engano. FUNK é cultura também. Mas está na “prateleira” do entretenimento. Mas quando é que o baile funk sai do entretenimento e entra para o crime?

Sempre digo e repito que cultura não tem cerca. Cultura é a criação daquilo que há na mente humana, no seu criativo. Estes pensamentos, misturados aos dos seus pares geram idéias que podem criar atividades, ações, arte, crenças e muito mais. Isso é cultura. Somos todos seres culturais. Portanto FUNK é cultura, é resultado do pensamento e da criação de milhares de pessoas.

Cultura não são só as belas artes e não são só as belas artes que consideramos boas ou não. Toda criação artística é cultura. E muito das criações culturais viram entretenimento como é o caso do funk. 

OS FILHOS DO FUNK

Os chamados filhos do funk  tornaram-se caso de saúde pública. Uma adolescente engravida por dia nos bailes. São chamados de filhos do funk por que, na maioria das vezes, as meninas nem sequer sabem quem é o pai, considerando o número de parceiros em uma única, podendo chegar a 10 ou 15, conforme o “tamanho” do trenzinho.

Crianças de 11, 12, 15 estão vendo suas vidas mudarem completamente. Muitas são induzidas a  beber e se drogarem, perdendo totalmente a consciência do que estão fazendo. É importante frisar que sexo com menor de 14 anos é considerado estupro presumido, bem como também o é com aquelas que, ainda que maiores de idade, estejam bêbadas ou drogadas. Logo, os “trenzinhos”, inclusive, poderiam ser considerados como “prática de estupro coletivo”, ao qual não estamos dando a devida atenção.

Além destes problemas, há uma grande sobrecarga na PM que recebe em dias de baile mais de 160 ligações de denúncia por região. Mais de 800 mil adolescentes por final de semana, só em São Paulo, participam. São mais de 300 clubes espalhados pela cidade. Em grande parte rola de tudo, além de sexo, drogas, bebidas, armas e tráfico.

Mas acontece que é um negócio lucrativo. No Rio de Janeiro por exemplo a arredação mensal chega a mais de 8 milhões de reais. Milhares de profissionais de som, DJs, garçons, segurnaça e outros garantem seu trabalho com estas atividades.

Então o que podemos fazer?

  • denunciar espaços que aceitem menores,
  • acionar o conselho tutelar,
  • orientar os profissionais para esta campanha,
  • denunciar eventos que sejam clandestinos,
  • criar associações de bairros que sejam fortes e combatam a realização indevida de eventos desse tipo,
  • exigir que os espaços, produtores, artistas, profissionais, governo e comunidade participem desta campanha.

Adultos podem fazer o que quiser. Crianças não. Devemos assumir que é também nossa responsabilidade ajudar a proteger os menores. Denunciar, divulgar, propagar. Um pouco de cada um será muito no final. Vamos agir para diminuir estes números. Aguardo seus comentários sobre o assunto.

Abaixo as imagens para você ajudar a divulgar. Aproveite e compartilhe. Até a próxima.

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