SOBRINHO? CUIDADO COM O EFEITO SOBRINHO

SOBRINHO – Levanta a mão quem nunca pediu para um SOBRINHOu ou foi indicado para um “sobrinho” de alguém que faz muito bem alguma coisa? não é profissional mas cobra baratinho? Quem nunca na falta de dinheiro contratou pessoas que não são profissionais?

Quem não se deu mal nisso? Contratou quem não tem conhecimento ou currículo na área só por ser mais barato para economizar? Quem já não se deu mal ao contratar alguém que não sabia o que estava fazendo? 

Sem desmerecer os bons profissionais, que muitas vezes são sobrinhos, as vezes utilizar um serviço só por ser mais barato, nem sempre de sobrinhos, pode ser um péssimo negócio.

Há anos brinco sobre as pessoas que tentam produzir algum material online ou físico e querendo só economizar acessam o sobrinho. Claro que nem sempre é um sobrinho de fato, mas chamo a prática de contratar “não profissionais” para executar um serviço eu chamo de “efeito sobrinho”.

Quando comecei a trabalhar com produção cultural na área musical, há 16 anos, e mandava material para os jornais as fotos nunca eram publicadas. Um dia perguntei ao saudoso, famoso e competente jornalista Mauro Dias porque muitas vezes as fotos que eu mandava não eram usadas nas publicações. Ele me respondeu que era pela qualidade das fotos. Que a foto deveria ser profissional. Deveria ter a luz ideal, o foco ideal, o formato ideal e tantas outras regras para publicação.  E isso era um fato para o qual não havia me atentado. Minha área não era fotografia. Ficava pensando no conteúdo musical, na história do artista e detalhes como esse eu ainda ignorava. E pior, achava que não tinha importância.

Neste momento caiu muitas fichas. Mas a principal é que o barato sai caro. É inteligente entender que para cada ato, ação, seguimento, profissão e detalhe de um projeto ou evento há um estudo, há profissionais, há regras de estética e de mercado. Uma pessoa pode ser muito eficiente para fazer um site, mas pode não fazer de forma eficaz e certeira por não saber os detalhes  e estudos que evolvem esta profissão. O mesmo acontece para a fotografia, desing, jornalismo, marketing, advocacia, contadoria e por aí vai. A Cesar o que é de Cesar.

Por isso vou dar algumas dicas para não errar com o sobrinho, mesmo sem dinheiro:

– nunca ache desimportante nenhuma forma de arte, arte é o que o ser humano faz com as mãos e pensamento. Tudo tem um “porquê”.

– Na falta de dinheiro, contrate sim o mais barato, aceite ajuda. Mas pesquise no nosso amigo Google quais são a regras e dicas para fazer esta ação.

– Sempre, ainda que na execução aconteça cortes financeiros, crie seus projetos pesquisando fornecedores e prestadores de serviço que tenham um bom currículo e conhecimento. Coloque os valores de mercado. Esta parte do planejamento não necessita de pechincha.

Pense nessas três dicas. E se você tem algum caso onde o “efeito sobrinho” te atingiu conte aqui.

E por hoje é isso. Deixe sua opinião, comentário, crítica e sugestão, preciso do seu feedback.

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Veja abaixo o vídeo onde faço um resumo sobre o assunto.

EFEITO SOBRINHO

EFEITO SOBRINHO

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