5W2H – SAIBA O QUE É E COMO USAR

Hoje vamos falar sobre uma matriz de trabalho muito útil que chama 5W2H. Ela pode ser usada de diversas formas. Aqui vamos usar para elaborar o rascunho do seu projeto. Funciona para lembrar os itens mais importantes que serão construidos no passo a passo.

Após decidir que vai mesmo realizar um projeto, deve começar o rascunho. Você vai responder a perguntas básicas do que quer em seu projeto. Não se apegue a um foco único ou a certezas. Este é só o primeiro passo, durante todo o processo mais e mais esclarecimentos, fatos, dados e outras informações irão te ajudar a “lapidar” o processo até o projeto final.

Você então utilizará o método 5W2H. Você já tinha ouvido falar nele? Continuar lendo

ABREUGRAFIA – O que é que isso te importa?

Dia 04 de janeiro é comemorado o dia da Abreugrafia. Mas o que é isso e o que isso tem a ver com a nossa área?

Bem, eu estava pesquisando datas comemorativas, feriados, dia de santo e outras informações sobre o novo ano e vi esta data comemorativa e fiquei curiosa para saber o que é. Veja no vídeo o que é exatamente a ABREUGRAFIA:

ABREUGRAFIA

ABREUGRAFIA

 

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TEMPO E DINHEIRO, EQUILÍBRIO FUNDAMENTAL

tempo-e-dinheiroTempo e dinheiro são dois itens que devem ser equilibrados para se conseguir o resultado esperado em um projeto. A tríplice restrição em projetos é formada por Tempo x Custo x Escopo. O mérito de um bom gerenciamento é o equilíbrio fundamental destes, como planejado.

O escopo, ou objetivo, já vem definido na elaboração assim como tempo e dinheiro. Mas este, caso ele seja modificado, podemos considerar que houve um fracasso na proposta inicial. O tempo e o dinheiro, ou custo, também causam a falência do projeto. Mas eles também podem sofrer idas e vindas. Podem ter um desequilíbrio por variadas razões, que vezes são inevitáveis e devem ser readaptadas. Mas isso nem sempre compromete o resultado final.  Continuar lendo

PROJETOS E EVENTOS NO MUNDO

projetos-e-eventosSobre Projetos e Eventos é importante entender como esses temas estão conectados com o mundo atual.

O Mundo está passando por uma série de mudanças devido a Globalização. Este é um fenômeno social que ocorre em escala global. Ele consiste em uma integração de caráter político, social, econômico e cultural entre os países.
A globalização “encurta” as distâncias, diminui o tempo, agrega valor e muda os processos de trabalho, relacionamento e demandas. A internet é a grande mola. É o mundo online, ao vivo, em tempo real. Continuar lendo

PROJETOS, UMA RECEITA DE BOLO

Marilia_e_Roberto-820Estamos numa época em que se fala tanto de culinária e temos tantas receitas  programas de TV, publicações, canais no youtube e mais sobre o assunto. Escrever projetos É COMO CRIAR UMA RECEITA DE BOLO. Há muito tempo falo para meus alunos que escrever um projeto é como criar uma receita qualquer, como uma receita de bolo por exemplo. Tem que ter começo, meio e fim. Tem que ter ingredientes e modo de fazer. É um passo a passo para executar o projeto, do bolo. E em projetos culturais, sociais e outros o conceito é o mesmo.

O que é a receita = do que se trata o projeto, porque quis fazê-lo, porque ele é importante, o que pretende com ele. Continuar lendo

CAPTAÇÃO DE RECURSOS PARA SUA ONG

Captação de recursos

Há diversas formas de captação de recursos que podem ser utilizadas por sua ONG: venda de produtos, organização de eventos, produção de materiais,  contratos de prestação de serviços, entre outras opções. Além dessas formas que integram a atividade habitual da entidade, sua ONG pode valer-se das doações dedutíveis do imposto de renda de pessoas físicas e jurídicas, patrocínios, subvenções e auxílios etc.

Por ser frequente, porém, autilização de uma forma de captação de recursos por outra, não raro, entidades do Terceiro Setor firmam contratos de parceria inserindo cláusula específica informando a doação de determinado valor em contrapartida à realização de um serviço, de um evento ou de uma atividade, o Terceiro Setor Online compilou informações essenciais para orientá-lo a captar recursos para sua ONG e desenvolver uma campanha de captação de recursos eficaz.

Salientamos, porém, que esta prática do uso de uma forma de captação de recuros por outra, além de deixar sua ONG à margem da lei, assim como a pessoa física ou empresa contratante,  enfraquecendo a marca e a credibilidade de ambas, pode gerar problemas e insegurança jurídica, bem como dificuldades para desenvolver estratégias sustentáveis de desenvolvimento e captação de recursos.

Doação

A doação é um contrato em que uma pessoa, por liberalidade, transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para outras, conforme dispõe o artigo 538 Código Civil. Este contrato é:

 unilateral: envolve prestação de apenas uma parte (doador);

• Gratuito: tem como propósito uma liberalidade;

 Consensual: é aperfeiçoado com a união da vontade do doador e do donatário;

• Solene: por imposição legal, deve ser realizado de forma escrita, mediante escritura pública ou contrato particular, conforme dispõe o artigo 541 do Código Civil.

A doação pode ser:

(a) pura, consistindo em mero benefício do donatário, sem qualquer contrapartida;

(b) remuneratória: feita com o propósito de pagar um serviço prestado pelo donatário, que não o exigiu;

(c) com encargo: impondo-se ao donatário uma contraprestação que ele deve cumprir e da qual resulta uma vantagem para o doador ou para um terceiro.

Nos dois últimos casos, a doação não perde o caráter de liberalidade, no excedente ao valor dos serviços remunerados ou do encargo imposto, conforme dispõe o artigo 540 do Código Civil. Dessa forma, o valor que exceder o serviço prestado ou o montante do encargo, constitui liberalidade.

Na doação com encargo, na forma do artigo 553 do Código Civil, quando ocorre o inadimplemento do encargo por parte do beneficiário, o doador pode revogar a liberalidade.

Restrições à liberdade de doar

 A doação é ato voluntário, mas a lei estabelece restrição à liberdade de doar, consignando que é nula a doação de todos os bens sem reserva de parte, ou renda suficiente para a subsistência do doador, bem como a doação quanto à parte que exceder à de que o doador, no momento da liberalidade, poderia dispor em testamento.

Revogação da doação

A doação pode ser revogada, na forma do artigo 556 do Código Civil, por descumprimento do encargo ou por ingratidão do donatário, cujas causas estão previstas no artigo 557:

 se o donatário atentou contra a vida do doador ou cometeu crime de homicídio doloso contra ele;

 se cometeu contra ele ofensa física;

• se o injuriou gravemente ou o caluniou;

 se, podendo ministrá-los, recusou ao doador os alimentos de que este necessitava.

A revogação também pode ocorrer quando o ofendido for o cônjuge, ascendente, descendente, ainda que adotivo, ou irmão do doador.

Ademais, a revogação por qualquer desses motivos deverá ser pleiteada dentro de um ano, a contar de quando chegue a conhecimento do doador o fato que a autorizar, e de ter sido o donatário o seu autor, na forma do artigo 559 do Código Civil.

Todavia, não se revogam por ingratidão as doações:

         puramente remuneratórias;

         as oneradas com encargo já cumprido;

         as que se fizerem em cumprimento de obrigação natural

Neste caso, a revogação não pode prejudicar os direitos adquiridos por terceiros e também não obriga o donatário a restituir os frutos percebidos antes da citação válida; mas sujeita-o a pagar os posteriores e, quando não possa restituir em espécie as coisas doadas, a indenizá-la pelo meio-termo do seu valor, na forma do artigo 563 do Código Civil.

Reversibilidade dos bens

 Na forma do artigo 547 do Código Civil, o doador pode estipular que os bens doados voltem ao seu patrimônio, se sobrevier ao donatário. Todavia, esta cláusula não prevalece em favor de terceiro.

Uso indevido da doação

 É frequente o uso de contratos de doação que não tem propriamente esta natureza. Não raras vezes, as associações e fundações utilizam-se erroneamente desta forma de contratação.

Muitas entidades do Terceiro Setor tratam como doações as relações com naturezas jurídicas diversas. Porém, essas relações cotidianas não têm em sua essência a mera liberalidade na transferência de bens ou vantagens.

Ao não dar a característica jurídica adequada ao negócio celebrado, o ato passará a ter sua validade questionável, prejudicando a exigibilidade da prestação na hipótese de não cumprimento do contrato. Assim sendo, é de fundamental importância que haja clara identificação da natureza jurídica do negócio celebrado, ficando claro também o momento da extinção do vínculo entre as partes.

Acordada a doação, recomenda-se a elaboração de um contrato, observando-se alguns elementos essenciais, são eles: a) o tipo de doação, se pura e simples ou com encargos (existência de contrapartidas); b) especificação e quantificação dos recursos financeiros, bens ou serviços; c) normas sobre a manutenção e destinação dos recursos financeiros ou bens; d) previsão das hipóteses para revogação da doação, quando com encargos e da reversão ou não dos bens; e) a vinculação da verba para projetos específicos ou a permissão da livre disposição dos valores recebidos; f) modo de avaliação dos resultados da aplicação dos recursos ou bens; g) uso da marca e do nome dos envolvidos; h) prazos.

Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação

 O ITCMD – Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação – incide sobre a transmissão de qualquer bem ou direito havido por doação, sendo responsável pelo recolhimento o beneficiado pela doação.

Todavia, observados os requisitos da lei, que é de competência dos estados, podem as associações e fundações requerer a isenção.

 

Patrocínio

Patrocínio é a transferência gratuita, a pessoa física ou jurídica de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos, de recursos financeiros para a realização de projetos culturais, com finalidade de publicidade; bem como a cobertura de gastos ou utilização de bens móveis ou imóveis, do patrimônio do patrocinador, sem transferência de domínio, para a realização de projetos culturais, por pessoa física ou jurídica, de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos.

O patrocínio é uma modalidade de incentivo prevista na Lei n° 8.313/91, amplamente conhecida como Lei Rouanet.

Subvenções Sociais

 Subvenções Sociais são as transferências destinadas a cobrir despesas de custeio de entidades beneficiadas, públicas ou privadas, de caráter assistencial ou cultural, sem finalidade lucrativa, conforme dispõe o artigo 12, parágrafo 3º da Lei n° 4.320/64.

A subvenção é concedida às entidades sem fins lucrativos que prestarem serviços essenciais de assistência social, médica e educacional, de forma suplementar aos recursos de origem privada.

Auxílios

Os auxílios consistem em dotações derivadas da Lei do Orçamento que constituem transferência de capital para investimento, independentemente de contraprestação direta de bens ou serviços, conforme dispõe o artigo 12, parágrafo 6º da Lei n° 4.320/64.

As entidades sem fins lucrativos precisam preencher alguns requisitos para gozar do auxílio, dentre os quais destaca-se:

a) ser entidade de atendimento direto e gratuito ao público, voltada ao ensino especial, ou representativas da comunidade escolar das escolas públicas estaduais e municipais do ensino fundamental, ou ainda unidades mantidas pela Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC);

b) ser cadastrada junto ao Ministério do Meio Ambiente;

c) direcionar-se para as ações de saúde e de atendimento direto e gratuito ao público, prestadas pelas Santas Casas de Misericórdia e demais entidades filantrópicas.

 

Incentivos fiscais para doação

Feitas por Pessoas Físicas

As pessoas físicas interessadas em fazer doações e obter vantagens fiscais podem promover:

(a) doações aos fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente;

(b) doações destinadas a projetos culturais e artísticos;

(c) doações destinadas à atividade audiovisual

As doações feitas por pessoas físicas diretamente a entidades do Terceiro Setor não são incentivadas.

Feitas por Pessoas Jurídicas

As Pessoa Jurídicas tributadas pelo regime do lucro real interessadas em fazer doações incentivadas, podem promover:

(a) doações para entidades, sem fins lucrativos, que possuam título de Utilidade Pública ou que sejam qualificadas como OSCIP;

(b) doações para instituições de ensino e pesquisa;

(c) doações destinadas a projetos culturais e artísticos;

(d) doações para os Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente;

(e) doações destinadas à atividade audiovisual.

As doações feitas por Pessoa Jurídicas tributadas pelo Simples ou pelo lucro presumido ou arbitrado não são incentivadas.

Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente

Doações de valores

 a) Por Pessoas Físicas

As pessoas físicas interessadas em fazer doações para os Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente, nos âmbitos federal, estadual e municipal, podem deduzir o valor correspondente a 6% do valor do imposto sobre a renda devido.

Todavia, o valor correspondente a 6% é o limite máximo de dedução feitas aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente, aos projetos abrangidos pela Lei Rouanet e pelas atividades audiovisuais, não havendo aplicação de limites específicos dessas deduções.

b) Por Pessoas Jurídicas

 As Pessoa jurídicas interessadas em fazer doações para os Fundos podem o valor correspondente a 1% do valor do imposto sobre a renda devido. Podem doar aquelas tributadas com base no lucro real.

Doações de bens

As pessoas físicas e jurídicas podem doar bens aos Fundos. O valor utilizado para cálculo das deduções é aquele que serviu de base para o recolhimento do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação – ITCMD.

As porcentagens de dedução são iguais às de doações de valores.

(do site http://www.terceirosetoronline.com.br)

BUSINESS MODEL CANVAS

 CANVASVocê conhece o BUSINESS MODEL CANVAS ou “Painel de Modelo de Negócios”?  É uma matriz para ser utilizada na configuração e definição de novos negócios. A principal diferença entre tantas novidades que surgem a cada ano para a área da estratégia, marketing e administração é que este modelo é bastante visual e sua proposta é que fique em um grande painel e seja utilizado por todos nas dicas, soluções e ações em cada uma das áreas. Uma construção proposta para principalmente ser em conjunto, participativa e de análise simples e eficiente. O formato interessante desse modelo é que tudo é construído com Post It. O conceito é que não demore muito no mural e que as definições e ações propostas sejam logo transformadas em realidade.

CANVASBusiness Model Canvas é uma ferramenta de gerenciamento estratégico, que permite desenvolver e esboçar modelos de negócio novos ou existentes. É um mapa visual pré-formatado contendo nove blocos do modelo de negócios. O Business Model Canvas foi inicialmente proposto por Alexander Osterwalder baseado no seu trabalho anterior sobre Business Model Ontology. (fonte: Wikpedia)

A matriz é visual. Um mapa que trabalha com nove pontos principais dentro do universo do novo negócio ou negócio pré-existente.

<img id="i-614" class="alignright" src="http://mariliadelima.files.wordpress.com/2013/03/blocos-do-canvas Look At This.png?w=650″ alt=”CANVAS” width=”390″ height=”130″ />1 – Segmentos de Clientes;

2 – Proposta de Valor;

3 – Canais;

4 – Relacionamento com Clientes;

5 – Receitas;

6 – Recursos Chave (Infraestrutura);

7 – Atividades Chave;

8 – Parcerias Chave

9 – Custos.

Vejam que apesar de prioritariamente estar sendo utilizado para novos negócios, startups, reinvenção da carreira etc, é uma ferramenta também bastante eficiente para planejar o seu evento ou ajudar na construção do seu projeto. Afinal, construir um projetos ou organizar um evento é igual a construir uma empresa ou uma carreira. A diferença é que a empresa ou a carreira tem começo, meio e sempre lutamos para que não tenha fim, e os projetos e eventos tem começo, meio e fim sempre.

Muito interessante para ser também utilizado na preparação do projeto na hora do brainstorm ou como dizemos lá em Minas “toró de parpites”.

Uma sugestão que dou também é que você pode mudar os campos para os temas da construção de projetos ou eventos. Ser

1 – Segmentos de Clientes = PÚBLICO ALVO DO SEU PROJETO OU EVENTO

2 – Proposta de Valor – JUSTIFICATIVA – DIFERENCIAL – IMPORTÂNCIA

3 – Canais – MAPA DE MÍDIA/ DIVULGAÇÃO

4 – Relacionamento com Clientes – ONDE VOCÊ VAI REALIZAR, COMO VAI INTERAGIR COM O PÚBLICO

5 – Receitas – FONTES DE FINANCIAMENTO

6 – Recursos Chave (Infraestrutura) – EQUIPE/ PROFISSIONAIS/ ETC

7 – Atividades Chave – OBJETIVOS

8 – Parcerias Chave – PARCEIROS

9 – Custos – ÍTENS DE CUSTO: RH, MATERIAIS, ESTRUTURA, LOGÍSTICA E OUTROS

Para todos os lados estão surgindo cursos e mais cursos para ensinar a utilizar a ferramenta. Mas se não estiver com dinheiro disponível você mesmo pode pesquisar na internet, ver vídeos no Youtube, ler textos dos mais variados etc. Veja o livro lançado sobre o assunto. Já tem edição em português e está nas principais livrarias.

CANVAS

Olha aí a planilha para você copiar e iniciar seu “Businees Model Canvas” :

http://www.businessmodelgeneration.com/downloads/business_model_canvas_poster.pdf

CANVAS

Gostou? Curta, Comente, envie SEUS COMENTÁRIOS e dicas. Mas principalmente compartilhe, CONHECIMENTO TEM QUE CIRCULAR. 😉

MODISMOS DA GESTÃO

modismosNos últimos 25 anos muitos livros e muitas ferramentas de gestão surgiram. O modismo ao longo do tempo é sempre substituído por outro e outro. Atualmente as ferramentas DESIGN THINKING, LEAN STARTUP, CANVAS, STORYTELLING são as mais usadas.

Quem trabalha no terceiro setor, no setor 2.5, com cultura, sustentabilidade e outros temas, muitas vezes não se preocupa em estar antenado com os modismos. Mas também não se preocupam com as inovação. Está aí um grande erro. Acompanhar as novas tendências da gestão ou da sua área específica é importante.  Criar paralelos, nos traz mais conhecimento e uma margem mais segura para realizar com inteligência os projetos e eventos. Continuar lendo